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Saturday, July 13, 2013

Uma reflexão sobre a moda

Foto: mulheres trabalhadoras 1942, fashion.ekstrax.com

A moda é um reflexo das mudanças sociais, culturais e económicas, é uma consequência dessas mudanças. Às vezes a moda parece adiantar-se, mas acredito que os factores que impulsionam ou levam à mudança já existem, como que sementes imperceptivelmente trazidas pelo vento e lançadas à terra sem que o homem se dê conta.

Note-se a influência das duas Grandes Guerras mundiais: a escassez de materiais implica a procura soluções criativas e inovadoras, os cabelos ficam mais curtos, as saias ficam mais curtas, vulgariza-se o uso das calças porque as mulheres assumem trabalhos antes desempenhados por homens que exigem vestuário confortável e adequado cujo o uso se generaliza no dia-a-dia.

Aliás, é nos Anos 20, por influência da Primeira Guerra Mundial, que surgem vestidos mais simples e leves e as jóias de metais e pedras preciosos dão lugar à bijuteria. Em Paris, Gabrielle “Coco”Chanel e Elsa Schiaparelli criam acessórios de moda para complementar as suas criações e popularizam o termo de bijuterie ou jóia de fantasia. 

Nos Estados Unidos, a crise de 1929 modifica hábitos de consumo e ganha alento a indústria de bijuteria (daí que as melhores marcas de bijuteria, como Coro e Trifari, sejam americanas), pois as mulheres são forçadas a reduzir  os seus gastos, especialmente nas compras de vestuário e acessórios.

E, hoje em dia, o crescente gosto pelo vintage vai muito para além da fuga à massificação e da nostalgia por outros tempos. Usar vintage é eco-chic, é juntar o estilo à sustentabilidade, é reaproveitar ou comprar com consciência, é ter liberdade para fazer experiências com a moda fazendo do velho novo e juntando o antigo com o actual, é fazer do acto de vestir algo divertido e muito pessoal. Moda que é acessível, elegante, individual e boa para o planeta? Sim, deve incluir artigos vintage!
Sandálias americanas com tacão de cunha, cerca de 1941.

Devido à escassez durante os anos da II Guerra Mundial, proliferou este tipo de salto, pois é eliminada a necessidade de uma haste de aço para suportar o arco do calçado.
Colección MET Museum


Macaco utilitário, revivalismo do modelo usado na II Grande Guerra por  Harvey Nichols



Tuesday, April 23, 2013

Moda da roupa 'vintage'


Foi com a Outra Face da Lua que descobri o mundo Vintage, ainda nas instalações do Bairro Alto. Depois da roupa começou o gosto pela bijuteria vintage, já nem sei bem como... Hoje em dia, não consigo sair de casa sem um toque pessoal, no mínimo uma pregadeira vintage ou uma flor artesanal de tecido, crochet ou feltro, feita por mim. 

Talvez um dia tenha marcado o divórcio com a bijuteria de baixo preço, contemporânea e à venda em série nos centros comerciais: tinha acabado de comprar um colar, fui trabalhar com ele, toda contente com o "modelito" e, no mesmo dia vi 3 iguais no Metro! Depois comecei a pensar numa conversa que tinha tido com uma amiga viciada em bijuteria (sim, que numa sociedade consumista uma mulher nunca tem nem bijuteria, nem sapatos, nem roupa suficientes) que me dizia que nunca dava mais de x€ por um colar ou por uns brincos e achei que estava na altura de fazer opções. Tendo um orçamento para bijuteria, teria de o gerir  de acordo com a minha necessidade de não querer ser igual aos outros.

A bijuteria vintage, incluindo a dos Anos 80, é feita de materiais mais pesados e com maior qualidade do que a bijuteria actual. As peças vintage são raras, únicas, a maior parte com um design excepcional e existem em pequenas quantidades. Assim, com uma simples bijuteria vintage, uma pregadeira, por exemplo, consigo escapar à odiada massificação, ter um estilo próprio e individual. Assim terá começado a minha procura por bijuteria acessível mas diferente. O facto de ter frequentado cursos na Modatex, de ter começado a estudar Moda e Design apenas apurou um gosto de que já tinha. Comecei a ler, a estudar História da Moda e da Bijuteria, a aprofundar conhecimentos. Ainda hoje o faço, vejo catálogos de  bijuteria dos Anos 50 e 60, pequiso sobre os meus designers favoritos: Trifari, Coro, Sarah Coventry...

Apenas posso dizer que as minhas escolhas de moda são um reflexo da minha personalidade, uma forma de auto-expressão, e sinto-me bem assim ;)